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DERBY RIO-PRETENSE
No início do século XX, São José do Rio Preto tinha
duas equipes que rivalizavam-se no futebol da cidade: o Rio Preto E.C.
(fundado em 1919) e o Palestra (fundado em 1929). Com a
profissionalização, Rio Preto e Palestra seguiram caminhos distintos. O
Palestra ficou no amadorismo e o Rio Preto seguiu sozinho no
profissional. Em 1946, existia um time amador em Rio Preto que era
imbatível, a Associação dos Bancários. Neste time jogava Canizza,
jogador que desafiava qualquer um a vencer seu time. Alguns esportistas
da cidade, liderados pelo engenheiro da Estrada de Ferro Araraquarense,
Antonio T.Pereira Lima, resolveram fundar um clube de futebol para
derrotar o time de Canizza. Fundado como América Futebol Clube, sua
estréia seria contra a Ferroviária de Araraquara no antigo campo do
Palestra. Mas devido às chuvas, o gramado estava alagado e a diretoria
do América solicitou à do Rio Preto o empréstimo de seu estádio. O
pedido foi negado. De fato, os coronéis e doutores do Rio Preto andavam
ressabiados com o novo rival. Eles acusavam os americanos de estimular a
dissidência de jogadores do Rio Preto para contratá-los em seguida. E um
dos primeiros jogadores a trocar o verde e branco pelo vermelho foi
exatamente Benedito Teixeira; o aclamado ex-presidente do América tinha
sido ponta-esquerda do Rio Preto. Os diretores do Rio Preto não
externaram à época, mas à boca pequena também se sabe da mágoa por não
ter sido o Rio Preto o adversário na estréia do América. Oficialmente, o
clube não emprestou o Estádio Coronel Victor Brito Bastos alegando que o
jogo danificaria o campo, encharcado depois das chuvas.
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