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HISTÓRIAS DO CLÁSSICO |
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PRINCIPAIS CLÁSSICOS |
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13/04/1924 - FIGUEIRENSE 4 X 3 AVAÍ -
O primeiro clássico. A primeira vez que Avaí e Figueirense enfrentaram-se ocorreu em 13 de abril de 1924, no estádio Adolpho Konder, em Florianópolis, que naquela época era chamado de "Campo do Aldo Luz" ou "Campo da Liga". O jogo era um amistoso e terminou com vitória do Figueirense por 4 x 3, depois de estar perdendo por 0 x 3. Não há registro de quem fez o primeiro gol do clássico (só se sabe que foi um jogador do Avaí). Na partida, apitada por Benício Cabral, o Avaí abriu 2 x 0 de vantagem no primeiro tempo. Na segunda metade do jogo, chegou a estar vencendo por 3 x 0, mas permitiu a virada do Figueirense, que venceu por 4 x 3. Os jornais da época registraram o autor de apenas um dos sete gols da partida: Maneca, atacante do Figueirense, fez o gol que deu a vitória ao seu time. Também não há registro da escalação do Avaí naquele dia. Sabe-se apenas o time do Figueirense que entrou em campo: Boos; Amorim e Asteróide; Delgídio, Enéas e Jaime; Campos, Juza, Maneca, Raimundo e Victor. |
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20/02/1938 - AVAÍ 11 X 2 FIGUEIRENSE -
A maior goleada. Em 20 de fevereiro de 1938, o Avaí aplicou no Figueirense a maior goleada da história do Clássico de Florianópolis: 11 x 2, em partida amistosa disputada no estádio Adolpho Konder. Além da goleada, o jogo é histórico também porque marcou a estréia do atacante avaiano Saul em clássicos. Até hoje, ele é o maior artilheiro da história do confronto, com 41 gols em 45 partidas, atuando sempre pelo Avaí. Só no primeiro tempo, o Avaí vencia por 6 x 0, com gols de Pacheco (dois), Galego, Procópio, Sapinho e Saul. No segundo tempo, Nizeta fez 7 x 0. Beck descontou para o Figueirense (7 x 1). Sapinho e Procópio marcaram mais dois e aumentaram a vantagem para 9 x 1. O zagueiro avaiano Vadico fez gol contra: 9 x 2. Depois, Sapinho e Sílvio fecharam o placar em 11 x 2. Naquele jogo, o Avaí atuou com: Vilain; Vadico e Aquino (Zé Macaco); Procópio (Borba), Botelho e Galego; Sapinho, Nizeta, Forneroli, Pacheco e Saul (Sílvio). O treinador era Sílvio de Melo. O Figueirense teve o seguinte time, treinado por César Seara: Rezende; Cruz e Antenor; Chocolate, Beck e Haroldo (Hélio); Sabino, Paraná, Ivo, Calico e Maeco. |
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17/08/1975 - FIGUEIRENSE 0 X 1 AVAÍ -
A final do Catarinense de 1975. Avaí e Figueirense entraram na década de 1970 amargando um jejum de títulos estaduais que durava desde os anos 1940. O Figueirense passou 29 anos (1942-1971) sem vencer o Campeonato Catarinense, enquanto o Avaí ficou 26 (1946-1972). Durante esse período, as equipes da Capital catarinense viram os times do interior dominarem o futebol no estado. Entre 1946 e 1971, somente um título estadual veio para Florianópolis: o do Paula Ramos, em 1959. Porém, em 1972, os times da Capital voltaram a dominar o futebol catarinense. O Figueirense venceu o estadual, o que não ocorria desde 1941, deixando o Avaí em segundo lugar no quadrangular final. Em 1973, o Avaí encerrou o jejum que durava desde 1945. Mas, nesse mesmo ano, perdeu a chance de ser o primeiro representante de Santa Catarina no Campeonato Brasileiro ao ser derrotado pelo Figueirense na disputa pela vaga (0 x 1 e 0 x 0). Em 1974, o Figueirense venceu outro Campeonato Catarinense. Foi nesse clima de intensa rivalidade que, em 1975, as duas equipes chegaram juntas à final do estadual pela primeira vez na história. As três partidas decisivas foram disputadas no estádio do Figueirense, o Orlando Scarpelli. Na primeira, deu Figueirense: 3 x 2. Na segunda, o Avaí deu o troco: 3 x 0. Por ter obtido melhor campanha, somando dois pontos a mais que o Avaí durante toda a competição, o Figueirense jogava pelo empate na partida decisiva, disputada em 17 de agosto. Porém, viu o rival fazer o um gols aos 23 minutos do segundo tempo, com o atacante Juti, artilheiro daquele estadual, com 28 gols. A partir daí, o Avaí segurou o resultado e comemorou o título dentro do Orlando Scarpelli. O time do Avaí campeão naquele dia tinha: Danilo; Souza, Maneca, Veneza e Orivaldo; Lourival, Balduíno e Zenon; João Carlos (Ademir), Juti e Vado. O treinador era Áureo Malinverne. Pelo lado do vice-campeão Figueirense, atuaram: Vanderlei; Pinga, Almeida, Orcina e Casagrande; Sérgio Lopes, Moacir e Lico (Letieri); Marcos, Toninho e Luís Éverton. O treinador era Lauro Búrigo. |
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25/07/1999 - FIGUEIRENSE 2 X 1 AVAÍ -
A final do Catarinense de 1999. Depois das conquistas na década de 1970, os dois times de Florianópolis atravessaram novamente uma fase difícil. Entre 1976 e 1996, apenas dois títulos catarinenses vieram para a Capital: o do Avaí em 1988 e o do Figueirense em 1994. Durante esses vinte anos, o futebol de Santa Catarina foi dominado por Joinville e Criciúma. O fundo do poço para as duas equipes foi o rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Catarinense. O Figueirense disputou a competição em 1987, ficando em segundo lugar, e o Avaí, em 1994, sagrando-se campeão. No início da década de 1990, algumas pessoas defendiam a idéia de que Avaí e Figueirense se fundissem e formassem um clube só, para tentar acabar com a hegemonia de Joinville e Criciúma. Em Florianópolis, costumava-se torcer para times de outros estados (principalmente cariocas), e Avaí e Figueirense foram deixados de lado. A antiga rivalidade começou a reviver em 1998, com o primeiro título nacional conquistado por uma equipe de Florianópolis: a Série C do Campeonato Brasileiro, vencida pelo Avaí. Como o Figueirense continuava na Terceira Divisão nacional, os avaianos faziam gozações com seus rivais, reacendendo a antiga disputa. As provocações incluíam cantos como "arerê, o Figueira vai morrer na Série C, eê!". Em 1999, a rivalidade cresceu com o confronto entre as duas equipes pela Copa do Brasil, no qual o Avaí eliminou o Figueirense com uma vitória por 2 x 1 no Orlando Scarpelli e um empate por 0 x 0 na Ressacada. A final do Campeonato Catarinense de 1999 representava para o Figueirense a oportunidade de dar o troco no rival. Assim como em 1975, o Figueirense tinha melhor campanha e jogava em casa a partida decisiva. O primeiro jogo, na Ressacada, terminou com vitória avaiana por 2 x 0. Na partida decisiva, no Orlando Scarpelli, em 25 de julho, o Figueirense precisava vencer por qualquer placar no tempo normal (o saldo de gols não contava) e empatar na prorrogação. Foi o que ocorreu. Genílson, o artilheiro do estadual, com 26 gols, fez 1 x 0 para o Figueirense aos 20 minutos do segundo tempo. Dão empatou para o Avaí aos 34, mas Genílson, de pênalti, colocou o Figueirense novamente em vantagem. Com o 2 x 1 para o Figueirense no tempo normal, a partida foi para a prorrogação. O placar do tempo extra foi 0 x 0, mas até hoje os avaianos reclamam de um gol mau anulado faltando três minutos para o fim da prorrogação. O time do Figueirense, campeão estadual pela décima vez naquele dia, teve a seguinte formação: Maurício; Pedro Aruba, Polaco (Alexandre Rosa), Carlinhos e Denys; Valdeir, Perivaldo, Zé Renato (Claudiomir) e Júlio César (Toninho); Aldrovani e Genílson. O treinador era Abel Ribeiro. O vice-campeão Avaí, treinado por Cuca, tinha os seguintes jogadores: Miguel; Fantick (Adílson), Mano, Jéferson Douglas e Hélton; Luís Fernando (Marquinhos), Régis, Dirlei (Serginho) e Grizzo; Alex Rossi e Dão. |
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18/12/2001 - AVAÍ 2 X 2 FIGUEIRENSE -
A decisão da vaga na Série A. Em 2001, Avaí e Figueirense chegaram ao quadrangular final da Série B do Campeonato Brasileiro, junto com o Caxias, do Rio Grande do Sul e o Paysandu, do Pará. Na partida do primeiro turno, em 7 de dezembro o Figueirense derrotou o Avaí por 2 x 0 no Orlando Scarpelli, com gols de Fernandes, aos 38 minutos do primeiro tempo, e Gílson Batata, aos 17 minutos do segundo tempo. O público de 21.672 espectadores é até hoje o segundo maior da história do Clássico de Florianópolis. O jogo de volta, na Ressacada, era válido pela penúltima rodada do quadrangular, na qual as duas equipes chegavam empatadas com cinco pontos. A vitória era fundamental para o Avaí, que teria seu último jogo fora de casa, contra o Paysandu. O Figueirense encerraria o campeonato atuando em casa, contra o Caxias. O Avaí abriu o placar aos três minutos, com Gauchinho. Aos 33, o Figueirense empatou com Abimael. No segundo tempo, Gauchinho, de pênalti, aos 14 minutos, fez 2 x 1 para o Avaí. Mas o algoz avaiano em 1999 voltou a aparecer: Genílson, aos 39 minutos, empatou novamente a partida, decretando o placar final em 2 x 2. Na rodada decisiva, em 18 de dezembro, o Avaí perdeu para o Paysandu por 4-0 e deu adeus ao sonho de chegar à Série A pela primeira vez desde 1979. O Figueirense, que também não disputava a primeira divisão desde 1979, derrotou o Caxias por 1 x 0, ficando com o vice-campeonato e a vaga na Série A. Depois, o Figueirense perdeu os pontos do jogo contra os gaúchos, já que o árbitro encerrou a partida antes do previsto por causa da invasão de campo por parte dos torcedores alvinegros. Mesmo assim, o Figueirense ficou com o vice-campeonato por ter melhor saldo de gols que o Caxias e o Avaí. Agora, era a vez dos torcedores alvinegros cantarem: "arerê, o Avaí vai morrer na Série B, eê!". O time do Figueirense que conseguiu o empate por 2 x 2 na Ressacada tinha: César; Simplício, Márcio Goiano, Pedro Paulo e Vanin; Jeovânio, China (Leo Mineiro), William (Michel Dennis) e Marcelinho; Genílson e Gílson Batata (Abimael). O treinador era Vágner Benazzi. Pelo lado Avaí, jogaram naquele dia: Flávio; Paulo Sérgio, Marcos Teles, Naílton e Luís Fernando; Valdir (André), Júnior, Marquinhos Rosa (Alex Rossi) e Fantick; Cléber (Mazinho) e Gauchinho. O treinador era Roberto Cavalo. |
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13/02/2005 - AVAÍ 1 X 0 FIGUEIRENSE -
O jogo do gol 1.000. Há uma polêmica com relação a quem fez o gol de número mil do Clássico de Florianópolis. De acordo com uma antiga contagem, essa honra coube ao meia Renato Martins, ao marcar o segundo gol do Figueirense na vitória por 3 x 1 em 3 de julho de 2002, na Ressacada, no jogo de ida das finais do segundo turno do Campeonato Catarinense. O jogador chegou a receber uma placa da diretoria do clube em homenagem ao feito. Naquela partida, o Figueirense atuou com: Gustavo; Marquinhos Paraná, Márcio Goiano, Carlinhos e Paulo Sérgio; André Luís, Simplício (Fransérgio), Pires e Marcelinho (Patrício); Dauri (Renato Martins) e William. O treinador era Roberval Davino. Já o Avaí, teve a seguinte escalação: Alexandre Pavão; Toto, Itabuna, Marcelo Miguel e Da Guia (Mazinho); Ânderson, Marquinhos Rosa, André (Maiquel) e Jorginho; Adriano Raio e Mílton (Diego). A equipe era treinada por Júlio Espinosa. Porém, em 2005, o historiador Jairo Roberto de Sousa lançou o livro Figueirense x Avaí - o Clássico de Florianópolis, no qual ele faz uma recontagem dos jogos, excluindo 25 deles, ou por terem sido disputados em tempo inferior a 90 minutos (partidas por Torneios Início, por exemplo) ou porque não era possível comprovar se de fato ocorreram (os jornais às vezes registravam que haveria a partida, mas depois não informavam se ela realmente aconteceu). A nova contagem aumentou a vantagem alvinegra no número de vitórias e diminuiu o número de gols marcados no clássico para 997. A contagem sugerida por Sousa foi adotada pelos veículos da principal rede de comunicação de Santa Catarina, a Rede Brasil Sul (RBS). Em 2 de fevereiro, Figueirense e Avaí empataram por 1 x 1 no Orlando Scarpelli, em jogo válido pela primeira fase do Campeonato Catarinense. O gol de empate do Figueirense, marcado por Mazinho, foi, de acordo com a nova contagem, o de número 999 na história dos Clássico de Florianópolis. No dia 13 de fevereiro, as duas equipes voltaram a se enfrentar, desta vez na Ressacada. Naquela oportunidade, o Avaí não vencia o Figueirense desde 2000. Se não perdesse naquele dia, o Figueirense completaria 16 jogos de invencibilidade no clássico, quebrando o recorde de 15 partidas que mantinha junto com o Avaí (que alcançou essa marca duas vezes). A partida já se encaminhava para o final, e o resultado ainda estava em 0 x 0. A torcida do Figueirense, comemorando mais um jogo sem perder para o rival, começou a cantar um sarcástico "parabéns pra você". Até que, aos 45 minutos, o atacante avaiano Samuel cruzou da direita. A bola parecia fácil para a defesa, mas o goleiro Édson Bastos e o zagueiro Eloy escorregaram, e Fábio Oliveira chutou para o gol vazio, fazendo o gol de número 1000 da história dos Clássico de Florianópolis e encerrando o jejum de vitórias do Avaí sobre o Figueirense. O Avaí jogou com: Gilmar; Jardel, Téio e Naílton; Paulista (Jean), Paulo Foiani (Marquinhos), Marcos Basílio, Beto (Ceará) e Rafael; Samuel e Fábio Oliveira. O treinador foi José Galli Neto. O Figueirense jogou com: Édson Bastos; Paulo Sérgio, Eloy, Cléber e Edno; Carlos Alberto, Luciano Sorriso, Marquinhos Paraná e Bilu; Wagner Almeida (Danilo Santos) (Mazinho) e Felipe Oliveira (Rodriguinho). O Treinador foi Paulo Comelli. |
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| Fonte: Site Wikipedia | |||||